segunda-feira, 4 de março de 2013

ENTENDA UM POUCO SOBRE A PRESSÃO ALTA


      A Hipertensão, usualmente chamada de pressão alta, é ter a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 14 por 9. A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem.

O coração e os vasos podem ser comparados a uma torneira aberta ligada a vários esguichos. Se fecharmos a ponta dos esguichos a pressão lá dentro aumenta. O mesmo ocorre quando o coração bombeia o sangue. Se os vasos são estreitados a pressão sobe.

     SINTOMAS

Na maioria dos indivíduos a hipertensão arterial não causa sintomas, apesar da coincidência do surgimento de determinados sintomas que muitos consideram associados à doença, como por exemplo, dores de cabeça,  tontura, rubor facial e cansaço. Quando um indivíduo apresenta uma hipertensão arterial grave ou prolongada e não tratada, apresenta dores de cabeça, vômito, falta de ar, agitação e visão borrada decorrência de lesões que afetam o cérebro, os olhos, o coração e os rins.



COMO SE MEDE

A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce na parede das artérias. Ela é medida em milímetros de mercúrio. Com esta medida, são determinadas duas pressões:

Máxima: Quando o coração se contrai, temos uma pressão máxima (sistólica)
Mínima: Quando ele se dilata, temos uma pressão mínima (diastólica)

A pressão arterial é transcrita com o valor da pressão sistólica seguido por uma barra e o valor da pressão diastólica. Por exemplo: 120/80mmHg (milímetros de mercúrio) – Lê-se: cento e vinte por oitenta.


·        Valor ótimo de pressão arterial: <120 x 80 mmHg (12 por 8)
·        Valor normal de pressão arterial: < 130/85 mmHg
·        Valor ideal de pressão arterial para pessoas com risco de diabetes e doença renal: <130 x 80 mmHg


     Quando uma pessoa é considerada hipertensa?

Para a maioria da população, a pressão arterial deve estar abaixo de 140 e/ou 90mmHg, exceto para os diabéticos (<130/85 mmHg) e renais crônicos (indo até < 120/75 mmHg).


CAUSAS

Fatores Internos:
Falta de exercício: A vida sedentária contribui para o excesso de peso.
Má alimentação: pouco consumo de frutas e verduras e aumento do consumo de comida rápida
Sal em excesso: pode facilitar e agravar a hipertensão arterial.
Álcool: O consumo exagerado de compromete a pressão arterial.
Tabagismo: é um fator de risco das doenças cardiovasculares
Estresse: excesso de trabalho, angústia, preocupações e ansiedade podem ser responsáveis pela elevação da pressão.

Fatores externos:
Hereditariedade: Recebemos a pré-disposição, que pode apresentar-se em vários membros da família.
Idade: O envelhecimento aumenta o risco em ambos os sexos.
Raça: Pessoas da raça negra são mais propensas a pressão alta.
Peso: A obesidade é um fator de risco!



      CONSEQUÊNCIAS

A pressão alta ataca os vasos, coração, rins e cérebro.
Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada.

Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper. Quando o entupimento de um vaso acontece no coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto.

No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao "derrame cerebral" ou AVC. Nos rins podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos órgãos.


DICAS
 Todas essas situações podem ser evitadas portanto, marque uma consulta com um médico e busque tratamento adequado.


1. Manutenção do peso ideal - o sobrepeso aumenta dificulta o esforço do coração para conseguir bombear o sangue.

2. Prática de atividade física - atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. 


3. Redução de sal - o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva. 


4. Dieta saudável - gorduras saudáveis e pouco sal são medidas indispensáveis na dieta de quem quer manter o coração saudável. Inclua ainda muitas frutas, verduras e legumes.

5. Medicamentos - se o médico recomendou, não deixe de tomar. Mas nada de sair por aí imitando a receita alheia. 


6. Cigarro -  o tabaco e a nicotina, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente além de comprometer toda sua saúde.


7. Exames médicos - avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz. 


8. Medir a pressão - no mínimo uma vez por semana, todas as pessoas devem fazer isso. A recomendação é da SIH (Sociedade Internacional de Hipertensão), que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios.


Fonte: Associação Americana de Saúde do Coração. Disponível em http://hyper.ahajournals.org/content/42/6/1206.short  

quarta-feira, 30 de maio de 2012

SUCO DE LARANJA PREVINE A PANCREATITE

De acordo com estudo publicado na revista
Clinical Journal of the American Society of
Nephrology, o suco de laranja ajuda no
combate a cálculos renais e melhora o
funcionamento do pâncreas.


A laranja e a tangerina contêm substâncias flavonoides, como a hesperidina, que reduzem o risco de infarto em até 20%, e evitam a pancreatite, uma inflamação no pâncreas que ocorre quando as enzimas digestivas atacam e destroem o pancreas e os tecidos próximos causando cicatrizes e dor.


Segundo pesquisa realizada na Universidade East Angliao, tomar um copo de suco de laranja por dia ajuda a prevenir a formação de cálculos renais, devido ao seu conteúdo rico em citratos.


As substâncias contidas no suco de laranja também podem diminuir a pressão arterial e prevenir os problemas cardiovasculares. Ademais, outro estudo da Nutrition Research sugere que o suco natural de laranja concentrado reduz os níveis do "colesterol ruim" (LDL). 


sábado, 12 de maio de 2012

SEJA AMOR...

Olá. Hoje vou escrever rapidamente sobre o sentimento de maior força no mundo: o amor. 

Não falo do amor aqui não apenas entre duas pessoas, mas do amor como a maior fonte de energia que ainda não utilizamos de forma suficiente.


Por algumas experiências, vivências e expectativas, percebo que, quem age com amor sempre tem sucesso em sua existência. 

Uma vez que o amor está na base de todas as grandes descobertas, das grandes invenções e na na história da humanidade, concluo que sem amor, não podemos construir nada de especial nesta vida.


No domínio da medicina, da tecnologia, do dia a dia ou da melhoria das condições de vida, no fundo, os investigadores, os cientistas, os médicos e os grandes exploradores agiram sempre para o bem da humanidade. Aqueles que tentaram, tentam ou tentarão praticar o mal foram sempre vencidos, porque a força do amor é maior do que a força do ódio. Esta pode causar muitos estragos, mas será sempre vencida no fim!

Sendo assim, aja com amor no dia a dia. Não só irá atingir mais depressa os seus objetivos, mas também praticará o bem à sua volta. Você obterá sempre uma recompensa moral ou material.


Não se esqueça de colocar a "intenção do amor" em qualquer ação. 

Coloque esta intenção de amor incondicional nas suas palavras, nos seus pensamentos e principalmente em seus atos e a sua vida atingirá rapidamente o sucesso.

Muita luz pra você e muito amor em sua vida, afinal todos precisamos!

quarta-feira, 9 de maio de 2012


Brasileiro é o profissional com maior ansiedade na hora de negociar, segundo LinkedIn

O LinkedIn acaba de divulgar uma pesquisa sobre o comportamento de profissionais diante de negociações de carreira. 

O levantamento foi realizado levando em consideração cinco categorias: medo, ansiedade, confiança, empolgação e indiferença.

O levantamento constatou que os profissionais brasileiros obtiveram a maior porcentagem no quesito medo para negociar (21%). Já globalmente, 35% das pessoas reportou sentir ansiedade ou medo sobre negociação. Trinta e quatro por cento são confiantes, enquanto 10% diz que negociações são empolgantes e 10% é indiferente com relação à atividade.

Apesar de registrar o maior índice no quesito medo em oito países nos quais o LinkedIn conduziu a pesquisa, o Brasil foi o terceiro mais confiante (38%). O país também ficou em sétimo lugar como o mais ansioso, com 20% dos profissionais ansiosos com relação ao ato de negociar. Doze por cento sente-se empolgado com a atividade, colocando o Brasil em terceiro lugar em comparação aos demais países pesquisados. Adicionalmente:

• Alemães têm a visão mais positiva sobre negociação, com a taxa mais alta de participantes reportando que se sentem empolgados (21%) e representam o segundo lugar no ranking para mais confiantes (43%);

• A Índia aparece como o país mais confiante com relação à negociação, com 47%;

• Professionais dos Estados Unidos são os mais ansiosos com relação à negociação (39%);

• Participantes da pesquisa na Coreia do Sul aparecem como os mais indiferentes com relação à negociação (21%).

O LinkedIn conversou com mais de dois mil profissionais no mundo todo para a pesquisa. O estudo mostra uma correlação direta entre ser um usuário mais frequente do LinkedIn e se sentir mais confortável com o ato de negociar. Quarenta e oito por cento dos profissionais que visita o LinkedIn diariamente admitiu sentir confiança na hora de negociar, enquanto apenas um terço dos profissionais que visita a rede menos de cinco vezes por mês sente a mesma confiança.

O estudo também indica que, globalmente, os homens se sentem mais confiantes para negociar que as mulheres, com 37% dos homens dizendo que se sente confiante em comparação a apenas 26% das mulheres.

O LinkedIn entrevistou mais de 300 profissionais no Brasil. Quando solicitados a comparar a negociação com diferentes situações, os brasileiros sentem que negociar é similar a um jogo de tênis (28%), no qual dois jogadores em condições iguais competem em uma partida organizada. Após várias rodadas, um é nomeado o vencedor.

Vinte e quatro por cento dos participantes acreditam que negociar é mais parecido com dança, na qual dois parceiros executam passos coreografados. Outros creem que negociar no Brasil se assemelha a um jogo de poker (16%), no qual jogadores (alguns conhecidos outros não) são forçados a realizarem jogadas com base em informações incompletas.

Diferentes táticas, como blefar, podem levar à vitória ou derrota. A menor porcentagem (5%) foi para os brasileiros que comparam a negociação a uma tourada, na qual dois oponentes com diferentes estilos e forças se encontram em um conflito desorganizado até que um, inevitavelmente, acabe com o outro.

Fonte: Portal Educação


segunda-feira, 23 de abril de 2012

INTELIGÊNCIA NOS NEGÓCIOS: FERRAMENTAS DE ANÁLISE E PERCEPÇÃO AGUÇADA


Segue a entrevista que concedi recentemente ao Blog da Confraria Empresarial. Procurei traçar um breve panorama de como conhecimentos assertivos podem servir de base para a tomada de decisões estratégicas.

O crédito é da jornalista Luiza Carreirão.

O que é a Inteligência Analítica e Perceptiva?

Leandro W. Marcucci – Tende a ser uma prática, geralmente na forma de um programa estruturado, que busca gerar conhecimentos inteligentes e que podem ser aplicados em todas as áreas da organização. Como ela surgiu no mix de estudos da Gestão do Conhecimento e da Gestão da Informação, vem evoluindo para uma área autônoma com produções científicas cada vez mais especializadas.

Atualmente, além dos pilares básicos como captura, seleção, análise, gerenciamento e disseminação da informação, vêm sendo incorporados novos nichos: estratégicos, táticos e operacionais.

Eu diria que estamos no “boom” da área, que explodiu mesmo com os recursos tecnológicos que temos à disposição, aliados à facilidade de encontrarmos informação de alta qualidade. Isso era impensável há 15 anos, quando o conceito começou a ser difundido de forma veemente nos EUA e na Europa.

Quem pode se beneficiar de um trabalho de Inteligência Competitiva?

Leandro W. Marcucci – Qualquer empresa, pessoa, profissional autônomo ou especialista, uma vez que todos precisam se superar diariamente em seus mercados de atuação e em suas vidas. Muitos já vislumbram a Inteligência Competitiva como ferramenta indispensável para a criação de conhecimento, para a tomada de decisão e para a busca de resultados cada vez mais satisfatórios.

Qual a formação dos profissionais que trabalham nesta área?

Leandro W. Marcucci – Geralmente, quem atua na área são profissionais com formação mais generalista, como administradores, marketeiros, bibliotecários, psicólogos, pedagogos, profissionais de tecnologia, engenheiros etc. Mas venho presenciando o surgimento de profissionais de áreas como Filosofia, Teologia, Design, Sociologia, entre outras das Humanas e Sociais.
Já se encontram cursos de formação, extensão, pós, mestrado e doutorado nessa área, mas vale ressaltar que todos são voltados para o mercado de trabalho. O universo acadêmico tem produzido muitos estudos com enfoque na resolução de problemas empresariais, o que antes não acontecia de forma tão acentuada, pois a teoria prevalecia sobre a prática.

O que a empresa precisa ter para implementar um processo de Inteligência Analítica?

Leandro W. Marcucci - Depende da cultura, do porte, dos objetivos da empresa etc. Costumamos trabalhar com os seguintes conceitos: Inteligência Analítica de Negócios, Inteligência de Mercado, Inteligência Competitiva de Negócios, ou ainda, Inteligência de Negócios.
Mas posso afirmar que tudo começa com a identificação dos perfis pessoais dos "donos" do negócio e do diagnóstico apurado.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A PREVENÇÃO DE DOENÇAS NEUROLÓGICAS


O Neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho conta os avanços nos tratamentos de doenças como Parkinson, aneurismas, perda de memória. E projeta, ainda, em um futuro próximo, que o homem terá sob controle o sistema neurológico. 


Filho do lendário Neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro em microneurocirurgia no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda adolescente. Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Em seguida, mudou-se para a Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres. De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina. 

Ao todo, sua formação levou 20 anos de Empenho absoluto e foi uma recompensa à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo Chefia hoje os Serviços de Neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde opera e atende de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas não Curso de Pós Graduação em Neurocirurgia da PUC-Rio. 

Pelas mãos dele já passaram o músico Herbert Vianna, o ator e diretor Paulo José, a atriz Malu Mader e, mais recentemente, o diretor de televisão Estevão Ciavatta - marido da atriz Regina Casé que, depois de um tombo  recupera-se plenamente, além de centenas de pacientes.

Leia abaixo, parte da excelente entrevista concedida a Luciana Pessanha da Revista Poder.



Seu pai era também neurocirurgião e trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um Neurocirurgião?   Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial? 

PAULO NIEMEYER: A neurocirurgia é muito mais Estratégia do que habilidade manual.Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado. Você tem de ser um estrategista.


O que se conhece do cérebro humano? 

PAULO NIEMEYER: Hoje você tem exames de ressonância magnética, em que consegue ver uma ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o cérebro vem sendo desvendado.Ainda há muito o que descobrir, mas com essas técnicas de estimulação você vai entendendo cada vez mais o Funcionamento dessas áreas. O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo. O comportamento depende muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai desvendar totalmente.


Existe alguma coisa que se POSSA fazer para o cérebro funcionar melhor? 

PAULO NIEMEYER: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida fazer Exercício,. Se está deprimido desestímulo, com uma baixa autoestima, uma das primeira coisa que acontece é a memória ir embora, 90% queixas de falta de memória são por depressão desencanto,. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhãe ter desejo de fazer alguma coisa prazer, sem ter que está fazendo e ter uma autoestima nenhum ponto. 


O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas? 

PAULO NIEMEYER: Todo adulto DEVE Incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais Tem uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos que não morrem 50%, 30% vão ter uma seqüela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num exame, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up. 


Você acha que a vida moderna atrapalha? 

PAULO NIEMEYER: Não, eu acho a vida uma maravilha moderna. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortissimos, ninguém tem mais dor. 


Existe algum inimigo do Bom Funcionamento do Cérebro?

PAULO NIEMEYER: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil num cérebro um corpo muito bem muito maltratado, e vice-versa. 


Esta entrevista pode ser lida completa em www.portalser.com.br 





quarta-feira, 4 de abril de 2012

SERÁ QUE OS ANTIDEPRESSIVOS FUNCIONAM MESMO?

Novos estudos mostram falhas nos seus testes, duvidam de sua eficácia e questionam a rapidez de seus tratamentos.



As vendas dos antidepressivos nunca estiveram tão em alta. Só no Brasil, no primeiro semestre de 2011, foram comercializados 34,6 milhões desses remédios, um aumento de quase 50% em 4 anos, segundo a consultoria IMS Health. A mesma fonte aponta que, nos EUA, 253 milhões de receitas foram prescritas em 2010 — 22 milhões a mais que 3 anos antes. Na Inglaterra, o serviço de saúde calcula que o consumo cresceu mais de 25% entre 2007 e 2010.

Os números vêm chamando a atenção dos pesquisadores. Nos últimos anos, diversos estudos científicos surgiram para investigar essa epidemia de depressão. Alguns são alarmantes. Para muitos especialistas, antidepressivos não são mágicos. Pelo contrário. Podem ser até menos eficazes que pílulas de farinha — os placebos.

Um dos principais nomes a defender isso é o psicólogo clínico Irving Kirsch, professor da Universidade de Hull e autor do livro The Emperor's New Drugs, exploding the antidepressant myth (“As novas drogas do imperador, explodindo o mito dos antidepressivos”, sem edição brasileira). Ele analisou 38 dos testes clínicos — publicados ou não — que foram enviados para o FDA, a agência de vigilância sanitária dos EUA, para aprovar os remédios Prozac, Effexor, Serzone e Paxil. Esses medicamentos, quando surgiram no mercado, foram vistos como revolucionários para o tratamento da depressão.

O Prozac, por exemplo, entrou no mercado dos EUA em 1988 e, com agressiva campanha de marketing, em pouco tempo se tornou o líder do setor. Já o Efexor, lançado em 1993, ficou famoso por ter efeitos colaterais menos agressivos do que os outros antidepressivos, enquanto o Paxil se tornou conhecido por ter sido o primeiro medicamento aprovado nos EUA para tratamento de ataques de pânico — e mais tarde pelo efeito colateral de ganho de peso.

Vendo os testes desses medicamentos, Kirsch notou que só os resultados que envolviam pacientes severamente deprimidos foram publicados — apesar de, hoje, serem comercializados para qualquer intensidade. Nos mesmos documentos, viu que os efeitos desses medicamentos foram mínimos para casos de depressão média e leve (segundo a escala Hamilton de Depressão, a mais usada). E mais: depois de lançados os remédios no mercado, não encontrou mais nenhum estudo dos laboratórios sobre eles. As pesquisas posteriores sobre seus efeitos se resumiriam às feitas em universidades, como a publicada no final de 2010 pelo professor de psicologia da Universidade da Pensilvânia, Robert DeRubeis, que aponta semelhança entre antidepressivos e placebos.

No levantamento, DeRubeis avaliou 6 testes com 728 pacientes deprimidos e descobriu que a taxa de eficiência dos antidepressivos era praticamente igual à das pílulas de farinha no tratamento de depressão. No caso dos pacientes que receberam os placebos, a cura viria porque é comum que as pessoas se sintam melhores quando recebem tratamento, qualquer que seja ele.

É o chamado “efeito placebo”, testado em todo medicamento antes de chegar ao mercado. Na conclusão do estudo, sem citar os dados exatos, o acadêmico diz: “a vantagem da medicação de antidepressivos sobre o placebo foi de inexistente a insignificante entre pacientes com sintomas de depressão leve, moderada ou até severa”.

Kirsch reúne dados similares sobre os testes dos 4 antidepressivos que analisou. Em seu livro afirma que “antidepressivos são drogas com pouquíssimo benefício terapêutico, mas com efeitos colaterais muito sérios”. Para ele, antidepressivos são similares aos placebos ativos — pílulas de farinha que provocam efeitos colaterais. Entre as consequências estariam náuseas, perda da libido e até dependência.

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